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quinta-feira, 28 de julho de 2011
Câmara de Óbidos corta nos apoios à terceira idade.
Uma das grandes promessas da maioria PSD que gere a Câmara de Óbidos caiu na reunião do executivo do dia 29 de Junho, com um corte substancial do apoio financeiro aos Centros de Dia e de Convívio para Idosos, agora decidido, que trará prejuízos para utentes e para as associações locais parceiras deste projecto.
De acordo com o actual Regulamento Municipal de Apoio Social, se a frequência média mensal de idosos for inferior a 15 utentes, tal implicará a redução do apoio municipal, a decidir pela Câmara, sendo essa estatística feita a partir dos resultados dos últimos seis meses de actividade.
Como o Regulamento só foi aprovado na Assembleia Municipal de 29 de Abril, era suposto que a estatística da assiduidade, para efeitos previstos no mesmo se iniciaria em Maio, acompanhada de uma acção pedagógica de sensibilização, e em Novembro iriam verificar-se os resultados e daí retirarem-se consequências. Porém, a Câmara comunicou a aplicação retroactiva desta regra referente à frequência média mensal de idosos dias antes da reunião de Câmara de 29 de Junho, em que maioritariamente decidiu grandes reduções ao apoio social.
A elaboração das estatísticas da frequência média de idosos deveria estar sujeita a monitorização, para ser garantida equidade de tratamento relativamente aos vários centros de dia e de convívio para idosos.
É lamentável que esta forma de redução de apoios sociais tenha implicado que sejam, apenas com cerca de uma semana de antecedência, avisadas as associações parceiras do projecto, com as implicações que acarretará em matéria de colaboradores.
Apenas alguns exemplos. A Associação de A-dos-Negros, que já vira reduzido o apoio de 1100 euros para 800 euros, passa agora a receber 400 euros mensais. No Centro de Convívio da A-da-Gorda, a redução passa de 800 euros para 300 euros mensais. Nos Centros de Convívio do Bairro da Senhora da Luz e da Sancheira, a redução do apoio municipal passa de 800 euros para 400 euros. Nos Centros de Convívio do Olho Marinho, do Vau e do Pinhal, a redução é de 800 euros para 425 euros. Na Usseira passa de 1477 euros para 900 euros e na Amoreira de 1470 euros para 450 euros. Apenas nos casos de Arelho, das Gaeiras e do Sobral da Lagoa há um pequeno acréscimo de 50 euros mensais.
Com estas medidas, o corte anual de apoio a estas entidades vai ser de 54.864 euros, o que representa menos 40% de apoio municipal aos Centros de Dia e de Convívio. Esse montante poderia ser retirado aos orçamentos das empresas municipais, não prejudicando os cidadãos idosos do concelho. De salientar que a generalidade das associações não tem capacidade financeira para cobrir o montante em falta.
Embora a maioria do PSD não o assuma, este corte de apoio social terá a ver com o grande endividamento global do Município de Óbidos que é de 16 milhões de euros, dos quais 7 milhões são de dívidas da Câmara a fornecedores. Os eleitos do PS têm defendido que, em vez da redução de apoios sociais, se impõem outras medidas, tais como a imediata fusão das empresas municipais e o progressivo retorno de competências à Câmara Municipal, evitando-se desperdício de dinheiro e melhorando a gestão.
PS de Óbidos
Cristina Rodrigues
Maioria PSD sacrifica munícipes com novas taxas fixas do lixo e dos esgotos.
A maioria PSD/Telmo Faria aprovou na Assembleia Municipal de Óbidos de 30 de Junho, um novo tarifário mensal fixo de saneamento (esgotos) e de resíduos sólidos (lixo), decisão manifestamente injusta para todos os munícipes, nos tempos difíceis que atravessamos e em particular os de menores rendimentos, que já são sacrificados pelo aumento do custo de vida, pela redução do valor real dos salários e pelo aumento dos impostos directos e indirectos.
A decisão tomada impõe que mensalmente os munícipes de Óbidos passem a pagar 2,5 euros de taxa de saneamento e uma outra taxa de resíduos sólidos, também de 2,5 euros, gastem muito, pouco ou mesmo nada de água.
Contrariamente ao que a maioria do PSD/Telmo Faria tenta fazer crer, esta decisão pune todos os munícipes e em particular aqueles que têm menor consumo de água da rede, impondo-lhes uma taxa mínima de 5 euros, mesmo que não tenham qualquer consumo, favorece os maiores consumidores e não incentiva à poupança. Penaliza ainda todos os munícipes que sofrem as consequências da degradação da rede de distribuição de água e mais ainda os que não beneficiam da rede de esgotos, como acontece em vários locais das freguesias de A-dos Negros, Gaeiras, St. Maria, S.Pedro e Usseira, obrigados a pagar estas novas taxas e as inerentes ao serviço de despejo das fossas.
Ora, para além das brumas do chocolate a desastrosa gestão do consulado PSD/Telmo Faria, com os sumptuosos gastos nas empresas municipais para privilegiar amigos e compadres, associado às dificuldades financeiras resultantes do sufoco a que os sucessivos governos do PSD, CDS e PS têm sujeito as autarquias locais, fizeram com que se verificasse um empobrecimento das finanças da Autarquia.
Daí esta medida injusta e outras já anteriormente tomadas nos meses mais recentes, como a do aumento das taxas licenças e serviços municipais e a redução de subsídios de apoio social. Daí, também, a redução significativa do investimento municipal e o aumento do atraso no pagamento aos fornecedores.
O Partido Comunista Português votou contra esta decisão que é injusta para os munícipes e vem na linha do agravamento das condições de vida da generalidade dos portugueses.
E consequentemente, continuará a lutar contra esta e outras medidas tomadas pela maioria PSD/Telmo Faria, que confirmam não ser esta afinal uma gestão camarária a favor dos interesses da população de Óbidos, mas claramente contra esses mesmos interesses.
A Comissão Concelhia de Óbidos do Partido Comunista Português
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Euromilhões vai ter mais um sorteio e aumenta número de estrelas...
O Euromilhões vai ter mais um sorteio à terça-feira, sobe para 11 o número de estrelas e acresce uma categoria de prémios, o que "aumenta significativamente" a probabilidade de ganhar um prémio, anunciou hoje a Santa Casa da Misericórdia.
Os nove países europeus que participam no jogo que se realiza na sexta-feira decidiram avançar com algumas alterações com o objectivo de "dar resposta às exigências dos apostadores, que desejam maiores valores de jackpot e mais hipóteses de ganhar prémios", refere uma informação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
As mudanças são hoje publicadas em Diário da República, num decreto-lei que salienta, além do novo sorteio e prémios, uma nova distribuição das receitas dos jogos sociais (Euromilhões, Totobola, Totoloto).
Uma parte do dinheiro obtido com a venda das apostas destes jogos vai para o pagamento dos prémios e outras despesas dos jogos, sendo o restante distribuído pela Presidência do Conselho de Ministros, pelos ministérios da Administração Interna, do Trabalho e da Solidariedade Social, da Saúde, da Educação, e da Cultura, além da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
"Desde o dia 1 de Janeiro de 2011, o valor atribuído ao Ministério da Cultura aumentou para 3,5 por cento e os valores atribuídos às restantes entidades tiveram, em consequência, uma ligeira redução", refere o Diário da República.
O diploma refere ainda a decisão de destinar um por cento da receita do Euromilhões a um fundo para "pagar prémios que, por qualquer erro, não foram pagos e são mais tarde reclamados", e que tem o valor máximo de 150 milhões de euros.
Com as mudanças, é introduzido um segundo sorteio, a realizar à terça-feira, e o aumento do número de estrelas com que o apostador passa a efectuar os seus prognósticos, com 11 estrelas quando anteriormente eram nove.
Outra alteração é uma nova categoria de prémios (a 13.), com a qual "os apostadores têm a hipótese de ganhar aproximadamente quatro euros com o acerto em apenas dois dos números sorteados".
Segundo a Santa Casa, "a probabilidade de ganhar um prémio aumenta significativamente, passando de um em 24 para um em 13, com um número total de prémios expectável de 4,6 milhões por semana, correspondendo a mais do dobro dos anteriores (1,9 milhões por semana)".
O registo de apostas para este concurso inicia-se a 7 Maio (sábado), com o primeiro sorteio a realizar-se a 10 Maio.
Para assinalar o lançamento das alterações ao jogo, o primeiro sorteio, a 10 de maio, terá associado ao primeiro prémio um "Super Jackpot Mínimo Garantido" de 100 milhões de euros.
Para ganhar este prémio, os apostadores têm de acertar em cinco números e duas estrelas, dos 50 números e 11 estrelas em jogo.
JOGOS SANTA CASA... UMA BOA APOSTA!!!
Além de Portugal, participam no Euromilhões a Áustria, Bélgica, França, Irlanda, Luxemburgo, Espanha, Suíça e Reino Unido.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Informações sobre o Novo TOTOLOTO.
Terá início na semana 12/2011 (13 Março), o novo formato do Totoloto que passará a ter dois sorteios semanais, 4ª Feira e ao Sábado com prémio mínimo de €1.000.000 em cada um deles;
- Os novos boletins terão as opções de poder jogar em "Ambos" os sorteios, só "4ª Feira" ou só "Sábado".
- Cada aposta terá o valor de €0,90 com 5N (boletim completo passará a custar €9);
- O número suplementar deixará de existir, sendo substituído por o "Número da Sorte" que vai de 1 a 13 e onde é obrigatório jogar pois para ganhar o 1º prémio é necessário o apostador acertar nos 5N + Numero da sorte;
- O sistema de prémios é o seguinte:
1º prémio -> 5N + "Numero da Sorte"
2º prémio -> 5N + 0
3º prémio -> 4N + 0
4º prémio -> 3N + 0
5º prémio -> 2N + 0
6º prémio -> 0 + "Numero da Sorte"
As alterações ao Totoloto, inovaram de forma positiva, com modificações profundas, mas mantendo alguma identidade.
O formato base passa para 5/49, que dá um universo de apenas 1.906.884 combinações de cinco números, o que vai tornar mais populares as categorias de prémio secundárias (2ª, 3ª, 4ª e 5ª).
A introdução do Número da Sorte, de 1 a 13, aumenta o rol de possibilidades totais para 24.789.492 combinações 5+1, mais 77,27% (talvez esteja também aqui a justificação do aumento da aposta em 80%), do que as possibilidades totais do Totoloto na versão 6/49, o que significa que vai haver poucos totalistas durante o ano e que o valor do primeiro prémio pode subir até valores muito aliciantes.
Quanto ao prémio do número da sorte, que consiste no reembolso da quantia investida, para um volume de 800 mil boletins, espera-se uma taxa média de acerto de 56 mil matrizes, com uma oscilação entre as 43 e as 72 mil matrizes, o que também é de assinalar.
Esperamos e desejamos sinceramente que o novo formato do Totoloto seja um sucesso, que vá de encontro ao que os apostadores desejam, que na prática é um primeiro prémio mais sonante e melhores prémios secundários.
O sorteio do Totoloto vai passar a ser transmitido pela SIC a partir de dia 16, deixando de ser emitido pela RTP.
No mês em que se completam 26 anos sobre a primeira transmissão televisiva do sorteio, o Totoloto surge assim na SIC com uma nova imagem e um novo modelo de exploração: Um novo sistema de apostas 5+1, mais oportunidades de ganhar prémios, dois sorteios semanais e novos prémios.
O primeiro sorteio do novo Totoloto terá lugar já no próximo dia 16 de Março, na SIC, com apresentação de Liliana Campos. O Totoloto, agora com dois sorteios por semana, será emitido à quarta-feira e ao sábado, entre as 22 e as 23 horas.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
FELIZ ANO 2011

Feliz Ano Novo @ v4orkut.com
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Espírito do Natal
Luzes fluorescentes do consumismo
Entorpecem mentes decadentes e dóceis
Enquanto eles compram e se presenteiam
Acham o máximo ter um gostinho cínico
De alma caridosa e gentil
Egoísmo e consumismo
Drogas sistemáticas
(Re) Produzidas sob encomenda
Alimentando bocas fúteis e desengajadas de vida
Caem as migalhas de suas mesas
E seus lucros bastardos se escondem por debaixo das toalhas bordadas vermelhas
Enquanto o sol
Ainda escalda lá fora
Drogados mendigos e outros miseráveis perambulam
Para quando a noite chegar desabrocharem podres ante as luzes brilhantes da cidade ‘embelezada’ pelas luzes do natal...
O que haveremos de comemorar,
Se nesta época, nossa vida, não consegue ultrapassar pela radioatividade pelo bombardeio publicitário?
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Empresário amoreirense de sucesso.
A Gracal – Gráfica Caldense teve a sua origem na aquisição da Tipografia Caldense de José da Silva Dias, Lda, que começou a laborar em 1906, completando este ano 104 anos. Na Tipografia Caldense, que funcionava na Rua José Malhoa, frente à capela S. Sebastião, era impressa a Gazeta das Caldas, desde a sua fundação, em 1925, até inícios da década de 50.
Esta tipografia viria a ser adquirida também em 1955 pela família Mineiro que, depois de alguns anos de laboração, formou a sociedade por quotas, com a denominação de Gracal – Gráfica Caldense Lda, que perdura até aos nossos dias. Actualmente possui como sócios gerentes Diamantino Laura Ferreira (64 anos), Carlos Leitão (57 anos) e António Perdigão (67 anos).
Carlos Leitão, natural de Amoreira de Óbidos, é o mais jovem dos sócios, mas o mais antigo a trabalhar na empresa, onde começou em 1965, como aprendiz. Tinha então 13 anos.
Desse final da década de 60 lembra que todos os dias de manhã, às 8 horas, quando chegava à empresa, a primeira coisa que fazia era imprimir uma folha em A5 para o Salão Ibéria sobre o filme que seria projectado naquele dia. “Eram 500 impressos para distribuir, feitos na máquina a pedal”, conta.
Diamantino Laura Ferreira chegou em 1970, depois de ter cumprido serviço militar nas ex-Colónias, e António Perdigão começou a trabalhar na parte de contabilidade da empresa em 1973.
Dos primeiros tempos restam apenas algumas máquinas e fotolitos, para contar a história de um tempo em que o processo era muito diferente. “Era tudo composto à mão, com caracteres de chumbo e de madeira”, lembra Carlos Leitão, acrescentando que o desenvolvimento da tecnologia veio permitir que se criassem linhas quase com frases completas. “Antigamente para fazer um jornal havia 12 ou 15 máquinas, tudo a compor para o mesmo”, especifica.
Os sócios destacam ainda que a empresa cresceu bastante quando foi adquirida por Henrique Mineiro, um economista “muito influente” em Lisboa, que abriu portas para fornecimentos em empresas e organismos na capital. Nessa altura houve a necessidade de sair da Rua do Jardim para umas instalações maiores, na Rua Moinho de Vento, onde ainda se mantém, ocupando uma área coberta de 1600 metros quadrados.
A trabalhar na impressão há várias décadas, Carlos Leitão conta que agora, se o trabalho sai mal vai para a reciclagem, enquanto que antes, “tínhamos que tentar em provas sucessivas, fazer bem, era um trabalho minucioso”. Actualmente possuem um catálogo com as cores que querem, enquanto que antes estas tinham que ser criadas através da mistura das cores primárias.
A Gracal produz essencialmente trabalhos comerciais, para bancos, companhias de seguros e para a administração central, tendo Lisboa como o principal mercado. Ali trabalham 31 pessoas, a grande maioria das Caldas e localidades mais próximas.
Entre os projectos para o futuro está a possibilidade de fazer um museu, com as várias máquinas, gravuras antigas e outros espólio que possuem, dando assim conhecimento público de uma arte que se modificou muitos durante o decorrer do século passado.
Fátima Ferreira
fferreira@gazetacaldas.com
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Amoreirense lança livro sobre Economia
José Albano Santos, ex-presidente da Assembleia Municipal de Óbidos, lançou o livro “Economia Pública”, que apresenta o conteúdo essencial das aulas ministradas aos alunos da cadeira com o mesmo nome que lecciona no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, editor da obra, com mil exemplares.
O objectivo da publicação é, como refere, “proporcionar a estudantes universitários as ferramentas de análise que lhes permitam estabelecer um juízo criterioso sobre a intervenção do Estado na Economia e lhes possibilitem uma avaliação fundamentada das políticas públicas”.
Na obra é possível encontrar as opiniões expressas para o efeito pelos ex-ministros das Finanças Miguel Cadilhe e Medina Carreira. O primeiro, do qual foi assessor, comenta que “o livro está muito bem escrito. Tem a elegância de quem escolhe as palavras e o modo de as dizer, e cultiva o bom português, claro e acessível. E contém o saber de quem estuda e ensina, há muito, estas coisas das funções do Estado e das chamadas políticas públicas, e é capaz de o transmitir com a rara artes de compaginar rigor, utilidade e pedagogia”.
Já para Medida Carreira, a obra “preenche uma boa parte do vazio que rodeia a teoria da ‘Economia Pública’ no nosso País. Fá-lo, como sempre, através de uma exposição bem estruturada, de uma linguagem atraente, de uma conceptualização rigorosa e de uma clareza inequívoca. O autor contribui, assim e poderosamente, para uma reflexão urgente que se impõe sobre um dos pilares fundamentais, mas muito debilitado, da nossa vida presente, o da ‘Economia Pública’”.
Albano Santos é economista pelo antigo Instituto Superior de Economia. A sua actividade profissional tem-se desenvolvido em duas vertentes complementares: como quadro do Ministério das Finanças e como docente universitário. Nesta última qualidade, foi responsável por cadeiras de Finanças Públicas em vários institutos.
Natural da Amoreira, Óbidos, destacou-se muito jovem ainda como aluno na antiga Escola Comercial e Industrial das Caldas da Rainha, prosseguindo estudos académicos em Lisboa.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Inaugurados novos complexos escolares abertos à comunidade de Óbidos

Centenas de pessoas fizeram questão de marcar presença na festa, que durou todo o dia, e que incluiu, além dos tradicionais discursos, exposições, apresentações de programas informáticos, actuações de grupos musicais e ... porco no espeto.
Mudanças estas e reacções populares positivas que contrastam com situações idênticas noutros concelhos do país. Será talvez o resultado de uma aposta estratégica que foi assumida pelo próprio município, que se assume "linha da frente da educação em Portugal".
Com a abertura dos complexos escolares do Furadouro e do Alvito - que se vieram juntar ao dos Arcos - Óbidos deixou de ter as antigas escolas do primeiro ciclo (vulgo escolas primárias) a funcionar nas várias aldeias do concelho. Os dois equipamentos, situados na Amoreira e nas Gaeiras, vão acolher, respectivamente, 213 e 208 crianças do primeiro e segundo ciclos, provenientes das povoações vizinhas.
A inauguração decorreu no sábado, 11 de Setembro, e foi bastante participada pela população. Mas antes foi tempo de discursos, com intervenções de todos os presidentes de Junta de Freguesia abrangidas pelos complexos, do director do agrupamento de escolas e dos presidentes da Assembleia e Câmara, que foram unânimes em destacar as mais valias dos novos edifícios e a estratégia optada pela autarquia em termos de educação…
Óbidos está na "linha da frente da educação em Portugal" pois foi um dos poucos concelhos do país que já encerrou o reordenamento do primeiro e segundo ciclos do ensino básico…
Cada complexo, com 16 salas de aula e temáticas (como laboratórios ou salas de música), disponibiliza aos alunos o acesso a novas tecnologias como quadros interactivos, internet sem fios e computadores fixos e portáteis que podem ser utilizados em vários espaços da escola.
Foram criados pátios por idades, privilegiando-se alguma separação no mesmo recreio de crianças de seis e 12 anos…
Os novos complexos escolares vão ter a funcionar um sistema de registo de entrada e saída biométrico. Os alunos, funcionários e encarregados de educação, passam a estar registados no sistema e, através da impressão digital, poderão entrar - e sair - do estabelecimento…
O sistema estará a funcionar na entrada do edifício, na zona de bar e refeitório, secretaria e reprografia, onde os alunos podem ter acesso ao material escolar. Por exemplo, um aluno que quer adquirir uma sandes dirige-se à funcionária do bar, coloca o dedo no aparelho e é aberta a ficha do aluno onde regista o pedido e é-lhe descontada a despesa no cartão. As crianças não mexem em dinheiro, funciona como um cartão de débito, os encarregados de educação normalmente carregam o cartão ao início de cada mês com um plaffon que a criança vai gastando nas refeições e outras necessidades para esse mês.
Este equipamento está integrado com o novo sistema de gestão escolar que o município comprou à Universidade de Aveiro. Este software permite aos serviços do município aceder a dados dos complexos, nomeadamente de contabilidade e gestão financeira, sem ser necessário pedir aos funcionários dos respectivos locais.
A Câmara de Óbidos comprou ainda à Universidade de Aveiro as actividades extracurriculares, conteúdos pedagógicos e formação para todos os professores para que possam trabalhar com quadros interactivos, quer com conteúdos quer a elaborar conteúdos.
A aquisição da parte informática e biométrica custou à autarquia 200 mil euros por complexo.
Cada um dos complexos tem um custo superior a quatro milhões de euros, tendo a autarquia contado com uma comparticipação financeira de 5,2 milhões de euros… Pena foi o dinheiro gasto a mais nas derrapagens e outras coisas…
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Inauguração do Complexo Escolar do Furadouro ( Amoreira )

As nove escolas do 1º ciclo de Óbidos que ainda funcionavam não vão abrir no ano lectivo que está prestes a começar, mas a população não contesta o encerramento. Pelo contrário, a transferência de mais de duas centenas de alunos para dois novos centros escolares é encarada com tranquilidade e expectativa de ali encontrarem melhores condições de aprendizagem e recreio.
A partir de segunda-feira, Alexandre deixa a escola que frequentou ao longo de três anos na aldeia da Amoreira para passar a ter aulas no Complexo do Furadouro. Vai encontrar um espaço completamente diferente. Além do número de salas ser bem maior, terá um pavilhão desportivo, refeitório, papelaria, sala de informática, laboratório de ciências, sala de Educação Visual e Tecnológica, salas de convívio, gabinete médico e até sala de dentista.
"Os miúdos vão ter excelentes condições e fica a 700 metros da aldeia. Não é o mesmo que ficar no centro da povoação, mas a Câmara assegura o transporte gratuito", comenta a mãe de Alexandre, Lúcia Cintra. "Não lamento que a escola encerre, porque as coisas têm de evoluir. Saem de uma escola com mais de 50 anos e vão para uma novinha, com mais condições, por isso só têm a ganhar."
- Inauguração do Complexo do Furadouro
11h00 - Recepção dos Convidados Oficiais
11h15 - Bênção do edifício e cerimónia de inauguração
12h00 - Visita ao edifício
12h30 - Almoço Volante
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Homenagem aos pescadores.

«AS MÃOS DO PESCADOR»
Entre as perversas redes
a luz do amanhecer configura mentiras,
o confeti sagrado
de um maná prometido
e, amiúde, escasso e inalcançável.
As suas mãos, que tutearam
quotidianamente os sóis mais ferozes, e os eternos
cansaços, vão edificando agora a sua própria
harmonia: como um peso de um voo de gaivotas,
desenham os passos perfeitos
deste vasto domínio de naufrágios e abraços
de sal que o mar, muitas vezes,
lhe deixou por todo o corpo.
Mas as mãos nunca descansam,
resvalam nas cordas e empurram esta noite
que, daqui a pouco, ferirá com tempestades e ternuras
aqueles pequenos mares onde ancoram os barcos,
aquele porto onde ela, sempre de pé, esperará
que ele chegue e a beije, enquanto se vai apercebendo
da grandeza dos seus sonhos.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Dificuldade de governar

Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar.
Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente.
Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida.
Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra.
E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.
E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica.
Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses:
Quem, de outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados?
E que seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.
Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.
Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?
Bertolt Brecht
(Tradução de Arnaldo Saraiva)
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