quinta-feira, 24 de março de 2011

Euromilhões vai ter mais um sorteio e aumenta número de estrelas...



O Euromilhões vai ter mais um sorteio à terça-feira, sobe para 11 o número de estrelas e acresce uma categoria de prémios, o que "aumenta significativamente" a probabilidade de ganhar um prémio, anunciou hoje a Santa Casa da Misericórdia.


Os nove países europeus que participam no jogo que se realiza na sexta-feira decidiram avançar com algumas alterações com o objectivo de "dar resposta às exigências dos apostadores, que desejam maiores valores de jackpot e mais hipóteses de ganhar prémios", refere uma informação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

As mudanças são hoje publicadas em Diário da República, num decreto-lei que salienta, além do novo sorteio e prémios, uma nova distribuição das receitas dos jogos sociais (Euromilhões, Totobola, Totoloto).

Uma parte do dinheiro obtido com a venda das apostas destes jogos vai para o pagamento dos prémios e outras despesas dos jogos, sendo o restante distribuído pela Presidência do Conselho de Ministros, pelos ministérios da Administração Interna, do Trabalho e da Solidariedade Social, da Saúde, da Educação, e da Cultura, além da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

"Desde o dia 1 de Janeiro de 2011, o valor atribuído ao Ministério da Cultura aumentou para 3,5 por cento e os valores atribuídos às restantes entidades tiveram, em consequência, uma ligeira redução", refere o Diário da República.

O diploma refere ainda a decisão de destinar um por cento da receita do Euromilhões a um fundo para "pagar prémios que, por qualquer erro, não foram pagos e são mais tarde reclamados", e que tem o valor máximo de 150 milhões de euros.

Com as mudanças, é introduzido um segundo sorteio, a realizar à terça-feira, e o aumento do número de estrelas com que o apostador passa a efectuar os seus prognósticos, com 11 estrelas quando anteriormente eram nove.

Outra alteração é uma nova categoria de prémios (a 13.), com a qual "os apostadores têm a hipótese de ganhar aproximadamente quatro euros com o acerto em apenas dois dos números sorteados".

Segundo a Santa Casa, "a probabilidade de ganhar um prémio aumenta significativamente, passando de um em 24 para um em 13, com um número total de prémios expectável de 4,6 milhões por semana, correspondendo a mais do dobro dos anteriores (1,9 milhões por semana)".

O registo de apostas para este concurso inicia-se a 7 Maio (sábado), com o primeiro sorteio a realizar-se a 10 Maio.

Para assinalar o lançamento das alterações ao jogo, o primeiro sorteio, a 10 de maio, terá associado ao primeiro prémio um "Super Jackpot Mínimo Garantido" de 100 milhões de euros.

Para ganhar este prémio, os apostadores têm de acertar em cinco números e duas estrelas, dos 50 números e 11 estrelas em jogo.

JOGOS SANTA CASA... UMA BOA APOSTA!!!


Além de Portugal, participam no Euromilhões a Áustria, Bélgica, França, Irlanda, Luxemburgo, Espanha, Suíça e Reino Unido.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Informações sobre o Novo TOTOLOTO.



Terá início na semana 12/2011 (13 Março), o novo formato do Totoloto que passará a ter dois sorteios semanais, 4ª Feira e ao Sábado com prémio mínimo de €1.000.000 em cada um deles;


- Os novos boletins terão as opções de poder jogar em "Ambos" os sorteios, só "4ª Feira" ou só "Sábado".
- Cada aposta terá o valor de €0,90 com 5N (boletim completo passará a custar €9);
- O número suplementar deixará de existir, sendo substituído por o "Número da Sorte" que vai de 1 a 13 e onde é obrigatório jogar pois para ganhar o 1º prémio é necessário o apostador acertar nos 5N + Numero da sorte;
- O sistema de prémios é o seguinte:
1º prémio -> 5N + "Numero da Sorte"

2º prémio -> 5N + 0

3º prémio -> 4N + 0

4º prémio -> 3N + 0

5º prémio -> 2N + 0

6º prémio -> 0 + "Numero da Sorte"

As alterações ao Totoloto, inovaram de forma positiva, com modificações profundas, mas mantendo alguma identidade.

O formato base passa para 5/49, que dá um universo de apenas 1.906.884 combinações de cinco números, o que vai tornar mais populares as categorias de prémio secundárias (2ª, 3ª, 4ª e 5ª).

A introdução do Número da Sorte, de 1 a 13, aumenta o rol de possibilidades totais para 24.789.492 combinações 5+1, mais 77,27% (talvez esteja também aqui a justificação do aumento da aposta em 80%), do que as possibilidades totais do Totoloto na versão 6/49, o que significa que vai haver poucos totalistas durante o ano e que o valor do primeiro prémio pode subir até valores muito aliciantes.

Quanto ao prémio do número da sorte, que consiste no reembolso da quantia investida, para um volume de 800 mil boletins, espera-se uma taxa média de acerto de 56 mil matrizes, com uma oscilação entre as 43 e as 72 mil matrizes, o que também é de assinalar.

Esperamos e desejamos sinceramente que o novo formato do Totoloto seja um sucesso, que vá de encontro ao que os apostadores desejam, que na prática é um primeiro prémio mais sonante e melhores prémios secundários.

O sorteio do Totoloto vai passar a ser transmitido pela SIC a partir de dia 16, deixando de ser emitido pela RTP.
No mês em que se completam 26 anos sobre a primeira transmissão televisiva do sorteio, o Totoloto surge assim na SIC com uma nova imagem e um novo modelo de exploração: Um novo sistema de apostas 5+1, mais oportunidades de ganhar prémios, dois sorteios semanais e novos prémios.
O primeiro sorteio do novo Totoloto terá lugar já no próximo dia 16 de Março, na SIC, com apresentação de Liliana Campos. O Totoloto, agora com dois sorteios por semana, será emitido à quarta-feira e ao sábado, entre as 22 e as 23 horas.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Espírito do Natal























Luzes fluorescentes do consumismo


Entorpecem mentes decadentes e dóceis

Enquanto eles compram e se presenteiam

Acham o máximo ter um gostinho cínico

De alma caridosa e gentil


Egoísmo e consumismo

Drogas sistemáticas

(Re) Produzidas sob encomenda

Alimentando bocas fúteis e desengajadas de vida

Caem as migalhas de suas mesas

E seus lucros bastardos se escondem por debaixo das toalhas bordadas vermelhas


Enquanto o sol

Ainda escalda lá fora

Drogados mendigos e outros miseráveis perambulam

Para quando a noite chegar desabrocharem podres ante as luzes brilhantes da cidade ‘embelezada’ pelas luzes do natal...


O que haveremos de comemorar,

Se nesta época, nossa vida, não consegue ultrapassar pela radioatividade pelo bombardeio publicitário?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Empresário amoreirense de sucesso.


















A Gracal – Gráfica Caldense teve a sua origem na aquisição da Tipografia Caldense de José da Silva Dias, Lda, que começou a laborar em 1906, completando este ano 104 anos. Na Tipografia Caldense, que funcionava na Rua José Malhoa, frente à capela S. Sebastião, era impressa a Gazeta das Caldas, desde a sua fundação, em 1925, até inícios da década de 50.


Esta tipografia viria a ser adquirida também em 1955 pela família Mineiro que, depois de alguns anos de laboração, formou a sociedade por quotas, com a denominação de Gracal – Gráfica Caldense Lda, que perdura até aos nossos dias. Actualmente possui como sócios gerentes Diamantino Laura Ferreira (64 anos), Carlos Leitão (57 anos) e António Perdigão (67 anos).

Carlos Leitão, natural de Amoreira de Óbidos, é o mais jovem dos sócios, mas o mais antigo a trabalhar na empresa, onde começou em 1965, como aprendiz. Tinha então 13 anos.

Desse final da década de 60 lembra que todos os dias de manhã, às 8 horas, quando chegava à empresa, a primeira coisa que fazia era imprimir uma folha em A5 para o Salão Ibéria sobre o filme que seria projectado naquele dia. “Eram 500 impressos para distribuir, feitos na máquina a pedal”, conta.

Diamantino Laura Ferreira chegou em 1970, depois de ter cumprido serviço militar nas ex-Colónias, e António Perdigão começou a trabalhar na parte de contabilidade da empresa em 1973.

Dos primeiros tempos restam apenas algumas máquinas e fotolitos, para contar a história de um tempo em que o processo era muito diferente. “Era tudo composto à mão, com caracteres de chumbo e de madeira”, lembra Carlos Leitão, acrescentando que o desenvolvimento da tecnologia veio permitir que se criassem linhas quase com frases completas. “Antigamente para fazer um jornal havia 12 ou 15 máquinas, tudo a compor para o mesmo”, especifica.

Os sócios destacam ainda que a empresa cresceu bastante quando foi adquirida por Henrique Mineiro, um economista “muito influente” em Lisboa, que abriu portas para fornecimentos em empresas e organismos na capital. Nessa altura houve a necessidade de sair da Rua do Jardim para umas instalações maiores, na Rua Moinho de Vento, onde ainda se mantém, ocupando uma área coberta de 1600 metros quadrados.

A trabalhar na impressão há várias décadas, Carlos Leitão conta que agora, se o trabalho sai mal vai para a reciclagem, enquanto que antes, “tínhamos que tentar em provas sucessivas, fazer bem, era um trabalho minucioso”. Actualmente possuem um catálogo com as cores que querem, enquanto que antes estas tinham que ser criadas através da mistura das cores primárias.

A Gracal produz essencialmente trabalhos comerciais, para bancos, companhias de seguros e para a administração central, tendo Lisboa como o principal mercado. Ali trabalham 31 pessoas, a grande maioria das Caldas e localidades mais próximas.

Entre os projectos para o futuro está a possibilidade de fazer um museu, com as várias máquinas, gravuras antigas e outros espólio que possuem, dando assim conhecimento público de uma arte que se modificou muitos durante o decorrer do século passado.



Fátima Ferreira

fferreira@gazetacaldas.com

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Amoreirense lança livro sobre Economia


José Albano Santos, ex-presidente da Assembleia Municipal de Óbidos, lançou o livro “Economia Pública”, que apresenta o conteúdo essencial das aulas ministradas aos alunos da cadeira com o mesmo nome que lecciona no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, editor da obra, com mil exemplares.

O objectivo da publicação é, como refere, “proporcionar a estudantes universitários as ferramentas de análise que lhes permitam estabelecer um juízo criterioso sobre a intervenção do Estado na Economia e lhes possibilitem uma avaliação fundamentada das políticas públicas”.

Na obra é possível encontrar as opiniões expressas para o efeito pelos ex-ministros das Finanças Miguel Cadilhe e Medina Carreira. O primeiro, do qual foi assessor, comenta que “o livro está muito bem escrito. Tem a elegância de quem escolhe as palavras e o modo de as dizer, e cultiva o bom português, claro e acessível. E contém o saber de quem estuda e ensina, há muito, estas coisas das funções do Estado e das chamadas políticas públicas, e é capaz de o transmitir com a rara artes de compaginar rigor, utilidade e pedagogia”.

Já para Medida Carreira, a obra “preenche uma boa parte do vazio que rodeia a teoria da ‘Economia Pública’ no nosso País. Fá-lo, como sempre, através de uma exposição bem estruturada, de uma linguagem atraente, de uma conceptualização rigorosa e de uma clareza inequívoca. O autor contribui, assim e poderosamente, para uma reflexão urgente que se impõe sobre um dos pilares fundamentais, mas muito debilitado, da nossa vida presente, o da ‘Economia Pública’”.

Albano Santos é economista pelo antigo Instituto Superior de Economia. A sua actividade profissional tem-se desenvolvido em duas vertentes complementares: como quadro do Ministério das Finanças e como docente universitário. Nesta última qualidade, foi responsável por cadeiras de Finanças Públicas em vários institutos.

Natural da Amoreira, Óbidos, destacou-se muito jovem ainda como aluno na antiga Escola Comercial e Industrial das Caldas da Rainha, prosseguindo estudos académicos em Lisboa.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Inaugurados novos complexos escolares abertos à comunidade de Óbidos


Centenas de pessoas fizeram questão de marcar presença na festa, que durou todo o dia, e que incluiu, além dos tradicionais discursos, exposições, apresentações de programas informáticos, actuações de grupos musicais e ... porco no espeto.

Mudanças estas e reacções populares positivas que contrastam com situações idênticas noutros concelhos do país. Será talvez o resultado de uma aposta estratégica que foi assumida pelo próprio município, que se assume "linha da frente da educação em Portugal".

Com a abertura dos complexos escolares do Furadouro e do Alvito - que se vieram juntar ao dos Arcos - Óbidos deixou de ter as antigas escolas do primeiro ciclo (vulgo escolas primárias) a funcionar nas várias aldeias do concelho. Os dois equipamentos, situados na Amoreira e nas Gaeiras, vão acolher, respectivamente, 213 e 208 crianças do primeiro e segundo ciclos, provenientes das povoações vizinhas.

A inauguração decorreu no sábado, 11 de Setembro, e foi bastante participada pela população. Mas antes foi tempo de discursos, com intervenções de todos os presidentes de Junta de Freguesia abrangidas pelos complexos, do director do agrupamento de escolas e dos presidentes da Assembleia e Câmara, que foram unânimes em destacar as mais valias dos novos edifícios e a estratégia optada pela autarquia em termos de educação…

Óbidos está na "linha da frente da educação em Portugal" pois foi um dos poucos concelhos do país que já encerrou o reordenamento do primeiro e segundo ciclos do ensino básico…

Cada complexo, com 16 salas de aula e temáticas (como laboratórios ou salas de música), disponibiliza aos alunos o acesso a novas tecnologias como quadros interactivos, internet sem fios e computadores fixos e portáteis que podem ser utilizados em vários espaços da escola.
Foram criados pátios por idades, privilegiando-se alguma separação no mesmo recreio de crianças de seis e 12 anos…

Os novos complexos escolares vão ter a funcionar um sistema de registo de entrada e saída biométrico. Os alunos, funcionários e encarregados de educação, passam a estar registados no sistema e, através da impressão digital, poderão entrar - e sair - do estabelecimento…

O sistema estará a funcionar na entrada do edifício, na zona de bar e refeitório, secretaria e reprografia, onde os alunos podem ter acesso ao material escolar. Por exemplo, um aluno que quer adquirir uma sandes dirige-se à funcionária do bar, coloca o dedo no aparelho e é aberta a ficha do aluno onde regista o pedido e é-lhe descontada a despesa no cartão. As crianças não mexem em dinheiro, funciona como um cartão de débito, os encarregados de educação normalmente carregam o cartão ao início de cada mês com um plaffon que a criança vai gastando nas refeições e outras necessidades para esse mês.

Este equipamento está integrado com o novo sistema de gestão escolar que o município comprou à Universidade de Aveiro. Este software permite aos serviços do município aceder a dados dos complexos, nomeadamente de contabilidade e gestão financeira, sem ser necessário pedir aos funcionários dos respectivos locais.

A Câmara de Óbidos comprou ainda à Universidade de Aveiro as actividades extracurriculares, conteúdos pedagógicos e formação para todos os professores para que possam trabalhar com quadros interactivos, quer com conteúdos quer a elaborar conteúdos.

A aquisição da parte informática e biométrica custou à autarquia 200 mil euros por complexo.

Cada um dos complexos tem um custo superior a quatro milhões de euros, tendo a autarquia contado com uma comparticipação financeira de 5,2 milhões de euros… Pena foi o dinheiro gasto a mais nas derrapagens e outras coisas…

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Inauguração do Complexo Escolar do Furadouro ( Amoreira )


As nove escolas do 1º ciclo de Óbidos que ainda funcionavam não vão abrir no ano lectivo que está prestes a começar, mas a população não contesta o encerramento. Pelo contrário, a transferência de mais de duas centenas de alunos para dois novos centros escolares é encarada com tranquilidade e expectativa de ali encontrarem melhores condições de aprendizagem e recreio.

A partir de segunda-feira, Alexandre deixa a escola que frequentou ao longo de três anos na aldeia da Amoreira para passar a ter aulas no Complexo do Furadouro. Vai encontrar um espaço completamente diferente. Além do número de salas ser bem maior, terá um pavilhão desportivo, refeitório, papelaria, sala de informática, laboratório de ciências, sala de Educação Visual e Tecnológica, salas de convívio, gabinete médico e até sala de dentista.

"Os miúdos vão ter excelentes condições e fica a 700 metros da aldeia. Não é o mesmo que ficar no centro da povoação, mas a Câmara assegura o transporte gratuito", comenta a mãe de Alexandre, Lúcia Cintra. "Não lamento que a escola encerre, porque as coisas têm de evoluir. Saem de uma escola com mais de 50 anos e vão para uma novinha, com mais condições, por isso só têm a ganhar."

- Inauguração do Complexo do Furadouro

11h00 - Recepção dos Convidados Oficiais
11h15 - Bênção do edifício e cerimónia de inauguração
12h00 - Visita ao edifício
12h30 - Almoço Volante

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Homenagem aos pescadores.




«AS MÃOS DO PESCADOR»

Entre as perversas redes
a luz do amanhecer configura mentiras,
o confeti sagrado
de um maná prometido
e, amiúde, escasso e inalcançável.

As suas mãos, que tutearam
quotidianamente os sóis mais ferozes, e os eternos
cansaços, vão edificando agora a sua própria
harmonia: como um peso de um voo de gaivotas,
desenham os passos perfeitos
deste vasto domínio de naufrágios e abraços
de sal que o mar, muitas vezes,
lhe deixou por todo o corpo.

Mas as mãos nunca descansam,
resvalam nas cordas e empurram esta noite
que, daqui a pouco, ferirá com tempestades e ternuras
aqueles pequenos mares onde ancoram os barcos,
aquele porto onde ela, sempre de pé, esperará
que ele chegue e a beije, enquanto se vai apercebendo
da grandeza dos seus sonhos.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Dificuldade de governar


Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar.
Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente.
Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida.
Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra.
E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.

E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica.
Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses:
Quem, de outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados?
E que seria da propriedade rural sem o proprietário rural?

Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.

Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.

Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?

Bertolt Brecht

(Tradução de Arnaldo Saraiva)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Festival de Ginástica em Amoreira, Óbidos.


O espaço do Centro Social Cultural e Recreativo da Amoreira - CSCRA acolhe no próximo dia 13 de Junho, a partir das 16h00, o GymnoAmoreira, VIII Festival de Ginástica da Amoreira (concelho de Óbidos).

São esperados neste Festival dezenas de participantes, entre atletas de todas as idades, técnicos e outros agentes desportivos, em representação de clubes, colectividades, associações e centros de vários pontos do País.

Clubes participantes:

•CSCRA- Amoreira
•GymnaACN – Coimbra
•Sport Clube Escolar Bombarralense – Bombarral
•Bombeiros Voluntários da Amadora
•Dance With Me – Cadaval
•Ginásio Club Acrotum – Leiria
•Rubi Dance - Sintra


Este evento conta com o apoio do Município de Óbidos.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Estão todos bem uns para os outros


Alguns amigos e conhecidos, conhecedores das minhas preferências clubísticas, perguntaram-me ontem se eu estava triste. A todos respondi com um sorriso. E com a mesma garantia: “Não deixo que o futebol seja a parte mais importante da minha vida”. É a verdade. Na hora da derrota e na hora da vitória. Tenho, feliz e infelizmente, coisas mais importantes que me preocupam, que me fazem sorrir, que me fazem chorar. Felizmente, para mim, a minha vida é muito mais do que a bola e o meu clube.
Tenho, portanto, pena, muita pena, de todos quantos fazem do futebol o único motivo de vida. Tenho, portanto, pena dos energúmenos que lançam pedras a autocarros (sejam eles do FC Porto, do Benfica ou do Sporting). Tenho pena dos selvagens que atiram pedras para camarotes onde estão crianças. Tenho pena dos tristes que não têm mais nada para fazer do que lançar o ódio e a ameaça. Tenho pena dos que, mesmo finda a partida, incitam à violência física e psicológica. Tenho pena de quem insiste em continuar o jogo absurdo depois de o jogo ter acabado. Tenho pena dos dirigentes que se prestam ao triste papel de virgens ofendidas quando não têm moral para tanto. Tenho pena de quem responde às virgens ofendidas mesmo tendo telhados de vidro. São todos farinha do mesmo saco…

Nuno Azinheira - 24 Horas.

sábado, 1 de maio de 2010

A ginja de Óbidos.



Nesta época do ano, o Sobral da Lagoa veste-se de branco. Nas encostas da mais pequena freguesia do concelho de Óbidos, com largas vistas para o castelo e Lagoa, terrenos virados a poente descem em suaves declives, numa paleta de brancos impossíveis de reproduzir, a marcar a época da floração das ginjeiras.

É destes terrenos férteis, numa aldeia fortemente ligada à produção agrícola, que saem as ginjas, fruto que eternizou a apreciada ginja de Óbidos.

Árvore de crescimento espontâneo, as ginjeiras dividem propriedades, servem de protecção das searas ao vento e fixam socalcos entre vizinhos. Há muito, fonte de rendimento extra para os pequenos produtores agrícolas, só na última década, se iniciaram as primeiras experiências para “domesticar” uma árvore/arbusto, com a plantação dos primeiros pomares.

Beneficiando de um micro clima com características muito próprias – ventos predominantes do norte, névoas empurradas pelo Atlântico que sobem as encostas vindas da Lagoa e excelente exposição solar –, dá origem ao fruto que, depois de preparado e tratado, chega aos apreciadores no seu estágio primário, 100% natural.

A abundância do fruto terá inspirado os vários conventos da região, por altura do século XVII, a produzir o licor, tendo a receita passado os muros do silêncio com o advento do liberalismo, para ser produzido de forma caseira com uma disputa salutar entre famílias na apresentação da melhor ginja.

Presentemente temos duas empresas em grande expansão no concelho: A Frutóbidos, de Marina Brás, na Amoreira e a OPPIDUM de Dário Pimpão, no Sobral da Lagoa.

Licor de Ginja de Óbidos “Vila das Rainhas” - Sabor com muito Saber

Provar um dos deliciosos Licores de Ginja de Óbidos da Frutóbidos, carinhosamente chamados de “Ginjinha” por muitos dos seus apreciadores, constitui um prazer e o perpetuar de uma tradição cujas raízes se perdem na História.

Ao longo dos tempos, o Licor de Ginja de Óbidos tem sido motivo de convívio, alegria e inspiração para muitos apreciadores, que encontraram na Ginjinha, e no seu paladar e aroma inconfundíveis, uma companhia perfeita para momentos de diversão rodeados de amigos ou momentos de relaxe no aconchego do lar.

Em Óbidos, por exemplo, é quase obrigatório beber uma ginjinha com os amigos quando se frequenta um dos muitos bares da histórica vila, fornecidos pela Frutóbidos.

Como empresa pioneira na produção deste Licor, a Frutóbidos orgulha-se de o convidar a conhecer um pouco mais sobre a ginja, cuja história está cheia de curiosidades e peripécias e sobre o processo de produção do Licor. E, claro, conhecer os produtos comercializados pela Frutóbidos, o tradicional Licor de Ginja de Óbidos “Vila das Rainhas”, em honra às muitas rainhas que passaram pela Vila de Óbidos durante a sua história, e o novo Licor de Ginja e Chocolate “Musa”, que promete momentos de pura inspiração.
Divirta-se e aprecie. Com ou sem elas.


Receita da Ginja de Óbidos “OPPIDUM”

Colocam-se dentro de um castelo rodeado de muralhas, os seguintes ingredientes: 11 igrejas; um número significativo de casas caiadas de branco com as barras de várias cores; umas quantas chaminés mouriscas; 2 dúzias de ruas empedradas; 1/2 dúzia de largos e um pelourinho. Mexendo-se continuamente, vai-se polvilhando com flores. Após criar uma certa consistência, adiciona-se um conjunto de tradições q.b. e uns quantos actos históricos a gosto. Agita-se finalmente muito bem e deixa-se repousar durante 8 séculos.

Natural do Sobral da Lagoa, Dário Pimpão nasceu no seio de uma família ligada às lides da terra e num ambiente em que as ginjeiras e o seu fruto, as ginjas desde sempre fizeram parte do seu quotidiano.
Autodidacta na arte de produzir ginja, as primeiras influências chegaram através do avô, figura reconhecida na terra que negociava a ginja (fruto) a qual era vendida a licoristas.

Dário Pimpão, assume-se acima de tudo como mestre licorista, com grande paixão pelo seu trabalho o qual exige inspiração constante para manter os níveis de qualidade a que habituou os seus clientes. O licor da Ginja com Chocolate foi a sua última criação.