domingo, 8 de janeiro de 2012

Rebanho incomoda moradores na Amoreira.


Um rebanho que pernoita ilegalmente debaixo do viaduto do IP6, na Amoreira está a incomodar os moradores daquela localidade. A denúncia é feita pelos moradores do Rego Travesso, que se queixam do cheiro nauseabundo além do facto de estar a ser ocupado ilegalmente um local que é propriedade das Estradas de Portugal.

 “As crianças não podem brincar na rua devido a esta situação, e todos os espaços envolventes, incluindo estradas municipais, encontram-se cobertas de dejectos”, referem os moradores. Existem ainda relatos de casos de animais que morrem e ficam abandonados no local, até que após alguns dias “alguém se lembre de lhes dar outro destino”.

 De acordo com os moradores esta situação remonta a finais de 2010 e existem cada vez mais animais neste rebanho. Já foi dado conhecimento desta situação à Junta de Freguesia da Amoreira, que enviou aos moradores a legislação em vigor, assim como a outras entidades como a ASAE, Estradas de Portugal, Câmara de Óbidos e forças policiais.

 O assunto também já foi levado a reuniões de Câmara pelo vereador socialista José Machado, que se referiu ao caso como um problema social e de saúde pública.

 Na reunião de 23 de Março de 2011, José Machado alertou também para as “condições deploráveis” em que vive o pastor que toma conta dos animais, a mando do patrão, e que não possui “em seu poder qualquer documento que comprove a sua identidade”. Para além disso, “consta que o trabalho deste pastor apenas tem como contrapartida comida e tabaco, o que configura uma situação de escravidão inadmissível em Portugal nos dias de hoje”.

 O autarca declarou ainda na altura lamentar o contraste entre excesso de zelo, por vezes, de algumas autoridades face a cidadãos genericamente cumpridores e que haja uma “tão grande permissividade com a situação do dono do rebanho, pessoa conhecidamente agressiva e ameaçadora”.

A  Gazeta das Caldas contactou o destacamento territorial da GNR que informou que tem conhecimento desta situação desde 9 de Dezembro de 2010, altura em que foi feita uma denúncia no posto de Óbidos.

 De acordo com a responsável por este destacamento, o assunto está a ser acompanhado, aguardando a GNR novos dados das entidades intervenientes.
in Gazeta das Caldas.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Metade dos lucros dos jogos sociais vão para os Cuidados Continuados.




Metade dos resultados líquidos dos jogos sociais atribuídos ao Ministério da Saúde serão aplicados no financiamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e o restante distribuído por várias áreas.

 De acordo com uma portaria publicada esta terça-feira em Diário da República, os resultados líquidos de exploração dos jogos sociais atribuídos ao Ministério da Saúde serão repartidos por várias áreas.

Do montante obtido, 50% serão atribuídos à administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) para o financiamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Outros 33% vão ser atribuídos a "entidades que prosseguem atribuições nos domínios do planeamento, prevenção e tratamento dos comportamentos aditivos e das dependências".

Os restantes 17% vão para a Direcção-Geral da Saúde (DGS) para financiamento de programas na área do VIH/Sida (8%), saúde mental (3,5%), doenças oncológicas (0,8%), doenças cardiovasculares (0,7%) e outros programas a desenvolver no âmbito da prossecução dos objetivos do Plano Nacional de Saúde (4%).

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Euromilhões. Prémio máximo limitado a 190 milhões de euros.


A partir de Fevereiro, a excentricidade vai ter limites. O valor máximo para o primeiro prémio do Euromilhões passa a ser 190 milhões de euros. As novas regras do grupo dos nove países onde se realiza o sorteio começam a ser aplicadas em Portugal a 17 de Fevereiro e saíram numa portaria ontem publicada em Diário da República. Não existindo quem acerte na totalidade da chave, o valor do primeiro prémio passa para o concurso imediatamente seguinte até atingir o montante de 190 milhões de euros.
 Alcançado esse limite, caso o primeiro prémio ultrapasse os 190 milhões, o valor remanescente é transferido para o segundo prémio. Se, mesmo assim não existirem premiados, o montante desse prémio vai descendo de categorias até se encontrar uma aposta premiada. Esta é uma solução que, segundo o comunicado da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, tem em consideração não só a “difícil conjuntura económica europeia”, como o compromisso com as regras do “jogo responsável”.
 Se até agora valiam sobretudo os “critérios comerciais” para cada concurso aumentar o valor do prémio e consequentemente incentivar mais pessoas a apostarem no jogo, a partir do próximo mês, o objectivo passa por “moralizar as regras do jogo”, explicou fonte da Santa Casa.
 A grande diferença é que até agora, não havia um limite definido. Ao atingir-se o tecto de 185 milhões de euros, o jogo terminava, dando lugar a um novo ciclo, que contudo, poderia ver o valor do prémio crescer indefinidamente. Agora, assim que se atingir os 190 milhões, não haverá qualquer hipótese do valor do primeiro prémio continuar a subir nos concursos seguintes.
 Ou seja, no caso de, por exemplo, o primeiro prémio atingir os 196 milhões de euros, há seis milhões que serão transferidos para o segundo vencedor. Se nessa categoria também não existirem premiados, o montante vai descendo as categorias até se encontrar uma aposta vencedora.
 Pode acontecer, no entanto, que nem nas categorias abaixo haja um vencedor. Nesse caso, o prémio transita para o próximo concurso. E se ninguém acertar no primeiro prémio do sorteio seguinte, o valor total do prémio tem de ser obrigatoriamente atribuído à segunda chave vencedora ou então ao primeiro premiado da categoria imediatamente inferior.
 Significa isto que, as novas regras do Euromilhões, impõem um limite para a quantidade de sorteios com o prémio máximo de 190 milhões de euros. Ao fim do segundo concurso consecutivo, o prémio ou é atribuído ao vencedor da chave completa ou vai parar aos bolsos de quem acertou na categoria imediatamente abaixo.

Kátia Catulo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Será desta?


Os agricultores de Óbidos talvez só em 2014 é que poderão usar a água da barragem do Rio Arnóia, obra iniciada em 2002, concluída e inaugurada em 2006, mas cujo projecto foi iniciado em 1978.

 A barragem era uma aspiração de cerca de três mil agricultores das baixas de Óbidos, que viram o investimento de 35 milhões ser iniciado em Julho de 2002, com a adjudicação da obra, depois de oito anos de estudos técnicos.

 O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo, visitou o equipamento no dia 23 de Novembro, e teve uma reunião com cerca de duas dezenas de agricultores que ainda têm esperança no funcionamento do equipamento. Os agricultores receberam como mensagem a promessa de revisão do programa Prover, até ao final deste ano, para tentar desbloquear verbas para a rede de rega, caso contrário só em 2014, quando se discutir o novo quadro de ajudas na Política Agrícola Comum, se poderá tentar inverter esta paralisação.

 “Até ao final do ano vamos fazer uma reprogramação do programa Prover, onde vamos transferir verbas não utilizadas para medidas onde houve mais candidaturas do que o orçamento disponível. Dentro desse quadro vamos ver o que é possível financiar. Nesse quadro foi sugerido que poderemos embaratecer este programa, tentar racionar alguns custos, arranjar comparticipação de alguns agricultores e tentar escalonar a despesa, até 2014”, disse José Diogo.

 “Nós estamos numa situação financeira do país sem precedentes e não podemos ter medidas sem termos orçamento adequado. As propostas actuais da União Europeia não incluem novos projectos de regadio”, afirmou.

 Entretanto, os agricultores mostraram-se disponíveis a comparticipar a parte que compete ao Estado na verba, desde que o dinheiro seja deduzido em impostos, algo que o secretário de Estado aponta que o regulamento comunitário não permite.

 O governante realça que “os agricultores têm vontade de ter água, essencial para ter boa agricultura. Temos visto que apesar da crise, a agricultura não perdeu a força. A agricultura não está na moda, mas está com dinamismo”.

 Menos satisfeito, mas ainda assim esperançado que seja desta que haverá uso da água da barragem do Rio Arnóia, está Luís Honorato, presidente da Associação de Regantes das Baixas de Óbidos.

 “Espero que não seja mais um [membro do Governo] de entre tantos que passaram por aqui e nos fizeram promessas e que eles actuem”, manifestou.

 O dirigente avisou que os agricultores vão esperar até ao final do ano, “porque não temos alternativa. Há pessoas que ainda esperam, mas a paciência tem limites. A classe política fala que os agricultores são um motor para o desenvolvimento do país, mas falta aos políticos comprovarem aquilo que dizem. Têm neste caso da barragem uma oportunidade de pôr em prática aquilo que dizem”.

Segundo o presidente da Associação de Regantes, o melhor exemplo que há na exportação é a produção agrícola de Óbidos.

 “Aqui produz-se maçã, pêra e hortícolas e são três produtos primários que são usados como mais valias para o exterior. Se isto não é um exemplo concreto de o país andar para a frente não compreendo o que se tem de fazer mais. Não sei quanto perdemos sem usar a água da barragem, mas sei que deixamos de produzir 30 por cento da nossa capacidade por o sistema não estar a funcionar. Posso dizer que perdemos cerca de 10 toneladas por hectare, por ano. Há pelo menos há seis anos que o nosso dinheiro entrou na barragem e não temos retorno”, denunciou.

 Em Óbidos na área de regadio contempla as freguesias da Amoreira, Sobral da Lagoa, Vau, Santa Maria e São Pedro.

 Carlos Barroso

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

E Sócrates mentia!



Diz-se que a política é a arte de fazer escolhas. Passos Coelho fez as suas: o assalto fiscal à classe média e aos mais vulneráveis da sociedade. E em breve o veremos a anunciar a capitalização da Banca com os recursos espoliados a pensionistas e trabalhadores. Tem toda a legitimidade para impor as suas escolhas aos portugueses porque os portugueses o elegeram. Só que os portugueses elegeram-no com base em pressupostos e garantias falsos, que ele repetiu à exaustão antes e durante a campanha eleitoral.

Agradecendo a Ricardo Santos Pinto, recordem-se algumas das garantias com que Passos Coelho foi eleito: "Se vier a ser primeiro-ministro, a minha garantia é que a [carga fiscal] será canalizada para os impostos sobre o consumo e não sobre o rendimento das pessoas"; "Dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês é um disparate"; "O PSD acha que não é preciso fazer mais aumentos de impostos, do nosso lado não contem com mais impostos"; "O IVA, já o referi, não é para subir"; "Eu não quero ser primeiro-ministro para proteger os mais ricos"; "Que quando for preciso apertar o cinto, não fiquem aqueles que têm a barriga maior a desapertá-lo e a folgá-lo"; "Tributaremos mais o capital financeiro, com certeza que sim"; "Não podem ser os mais modestos a pagar pelos que precisam menos"...


E ainda: "Nós não dizemos hoje uma coisa e amanhã outra".

Manuel António Pina/JN

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Câmara de Óbidos corta nos apoios à terceira idade.



Uma das grandes promessas da maioria PSD que gere a Câmara de Óbidos caiu na reunião do executivo do dia 29 de Junho, com um corte substancial do apoio financeiro aos Centros de Dia e de Convívio para Idosos, agora decidido, que trará prejuízos para utentes e para as associações locais parceiras deste projecto.
De acordo com o actual Regulamento Municipal de Apoio Social, se a frequência média mensal de idosos for inferior a 15 utentes, tal implicará a redução do apoio municipal, a decidir pela Câmara, sendo essa estatística feita a partir dos resultados dos últimos seis meses de actividade.
Como o Regulamento só foi aprovado na Assembleia Municipal de 29 de Abril, era suposto que a estatística da assiduidade, para efeitos previstos no mesmo se iniciaria em Maio, acompanhada de uma acção pedagógica de sensibilização, e em Novembro iriam verificar-se os resultados e daí retirarem-se consequências. Porém, a Câmara comunicou a aplicação retroactiva desta regra referente à frequência média mensal de idosos dias antes da reunião de Câmara de 29 de Junho, em que maioritariamente decidiu grandes reduções ao apoio social.
A elaboração das estatísticas da frequência média de idosos deveria estar sujeita a monitorização, para ser garantida equidade de tratamento relativamente aos vários centros de dia e de convívio para idosos.
É lamentável que esta forma de redução de apoios sociais tenha implicado que sejam, apenas com cerca de uma semana de antecedência, avisadas as associações parceiras do projecto, com as implicações que acarretará em matéria de colaboradores.
Apenas alguns exemplos. A Associação de A-dos-Negros, que já vira reduzido o apoio de 1100 euros para 800 euros, passa agora a receber 400 euros mensais. No Centro de Convívio da A-da-Gorda, a redução passa de 800 euros para 300 euros mensais. Nos Centros de Convívio do Bairro da Senhora da Luz e da Sancheira, a redução do apoio municipal passa de 800 euros para 400 euros. Nos Centros de Convívio do Olho Marinho, do Vau e do Pinhal, a redução é de 800 euros para 425 euros. Na Usseira passa de 1477 euros para 900 euros e na Amoreira de 1470 euros para 450 euros. Apenas nos casos de Arelho, das Gaeiras e do Sobral da Lagoa há um pequeno acréscimo de 50 euros mensais.
Com estas medidas, o corte anual de apoio a estas entidades vai ser de 54.864 euros, o que representa menos 40% de apoio municipal aos Centros de Dia e de Convívio. Esse montante poderia ser retirado aos orçamentos das empresas municipais, não prejudicando os cidadãos idosos do concelho. De salientar que a generalidade das associações não tem capacidade financeira para cobrir o montante em falta.
Embora a maioria do PSD não o assuma, este corte de apoio social terá a ver com o grande endividamento global do Município de Óbidos que é de 16 milhões de euros, dos quais 7 milhões são de dívidas da Câmara a fornecedores. Os eleitos do PS têm defendido que, em vez da redução de apoios sociais, se impõem outras medidas, tais como a imediata fusão das empresas municipais e o progressivo retorno de competências à Câmara Municipal, evitando-se desperdício de dinheiro e melhorando a gestão.
PS de Óbidos
Cristina Rodrigues

Maioria PSD sacrifica munícipes com novas taxas fixas do lixo e dos esgotos.




A maioria PSD/Telmo Faria aprovou na Assembleia Municipal de Óbidos de 30 de Junho, um novo tarifário mensal fixo de saneamento (esgotos) e de resíduos sólidos (lixo), decisão manifestamente injusta para todos os munícipes, nos tempos difíceis que atravessamos e em particular os de menores rendimentos, que já são sacrificados pelo aumento do custo de vida, pela redução do valor real dos salários e pelo aumento dos impostos directos e indirectos.
A decisão tomada impõe que mensalmente os munícipes de Óbidos passem a pagar 2,5 euros de taxa de saneamento e uma outra taxa de resíduos sólidos, também de 2,5 euros, gastem muito, pouco ou mesmo nada de água.
Contrariamente ao que a maioria do PSD/Telmo Faria tenta fazer crer, esta decisão pune todos os munícipes e em particular aqueles que têm menor consumo de água da rede, impondo-lhes uma taxa mínima de 5 euros, mesmo que não tenham qualquer consumo, favorece os maiores consumidores e não incentiva à poupança. Penaliza ainda todos os munícipes que sofrem as consequências da degradação da rede de distribuição de água e mais ainda os que não beneficiam da rede de esgotos, como acontece em vários locais das freguesias de A-dos Negros, Gaeiras, St. Maria, S.Pedro e Usseira, obrigados a pagar estas novas taxas e as inerentes ao serviço de despejo das fossas.
Ora, para além das brumas do chocolate a desastrosa gestão do consulado PSD/Telmo Faria, com os sumptuosos gastos nas empresas municipais para privilegiar amigos e compadres, associado às dificuldades financeiras resultantes do sufoco a que os sucessivos governos do PSD, CDS e PS têm sujeito as autarquias locais, fizeram com que se verificasse um empobrecimento das finanças da Autarquia.
Daí esta medida injusta e outras já anteriormente tomadas nos meses mais recentes, como a do aumento das taxas licenças e serviços municipais e a redução de subsídios de apoio social. Daí, também, a redução significativa do investimento municipal e o aumento do atraso no pagamento aos fornecedores.
O Partido Comunista Português votou contra esta decisão que é injusta para os munícipes e vem na linha do agravamento das condições de vida da generalidade dos portugueses.
E consequentemente, continuará a lutar contra esta e outras medidas tomadas pela maioria PSD/Telmo Faria, que confirmam não ser esta afinal uma gestão camarária a favor dos interesses da população de Óbidos, mas claramente contra esses mesmos interesses.

A Comissão Concelhia de Óbidos do Partido Comunista Português

quinta-feira, 24 de março de 2011

Euromilhões vai ter mais um sorteio e aumenta número de estrelas...



O Euromilhões vai ter mais um sorteio à terça-feira, sobe para 11 o número de estrelas e acresce uma categoria de prémios, o que "aumenta significativamente" a probabilidade de ganhar um prémio, anunciou hoje a Santa Casa da Misericórdia.


Os nove países europeus que participam no jogo que se realiza na sexta-feira decidiram avançar com algumas alterações com o objectivo de "dar resposta às exigências dos apostadores, que desejam maiores valores de jackpot e mais hipóteses de ganhar prémios", refere uma informação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

As mudanças são hoje publicadas em Diário da República, num decreto-lei que salienta, além do novo sorteio e prémios, uma nova distribuição das receitas dos jogos sociais (Euromilhões, Totobola, Totoloto).

Uma parte do dinheiro obtido com a venda das apostas destes jogos vai para o pagamento dos prémios e outras despesas dos jogos, sendo o restante distribuído pela Presidência do Conselho de Ministros, pelos ministérios da Administração Interna, do Trabalho e da Solidariedade Social, da Saúde, da Educação, e da Cultura, além da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

"Desde o dia 1 de Janeiro de 2011, o valor atribuído ao Ministério da Cultura aumentou para 3,5 por cento e os valores atribuídos às restantes entidades tiveram, em consequência, uma ligeira redução", refere o Diário da República.

O diploma refere ainda a decisão de destinar um por cento da receita do Euromilhões a um fundo para "pagar prémios que, por qualquer erro, não foram pagos e são mais tarde reclamados", e que tem o valor máximo de 150 milhões de euros.

Com as mudanças, é introduzido um segundo sorteio, a realizar à terça-feira, e o aumento do número de estrelas com que o apostador passa a efectuar os seus prognósticos, com 11 estrelas quando anteriormente eram nove.

Outra alteração é uma nova categoria de prémios (a 13.), com a qual "os apostadores têm a hipótese de ganhar aproximadamente quatro euros com o acerto em apenas dois dos números sorteados".

Segundo a Santa Casa, "a probabilidade de ganhar um prémio aumenta significativamente, passando de um em 24 para um em 13, com um número total de prémios expectável de 4,6 milhões por semana, correspondendo a mais do dobro dos anteriores (1,9 milhões por semana)".

O registo de apostas para este concurso inicia-se a 7 Maio (sábado), com o primeiro sorteio a realizar-se a 10 Maio.

Para assinalar o lançamento das alterações ao jogo, o primeiro sorteio, a 10 de maio, terá associado ao primeiro prémio um "Super Jackpot Mínimo Garantido" de 100 milhões de euros.

Para ganhar este prémio, os apostadores têm de acertar em cinco números e duas estrelas, dos 50 números e 11 estrelas em jogo.

JOGOS SANTA CASA... UMA BOA APOSTA!!!


Além de Portugal, participam no Euromilhões a Áustria, Bélgica, França, Irlanda, Luxemburgo, Espanha, Suíça e Reino Unido.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Informações sobre o Novo TOTOLOTO.



Terá início na semana 12/2011 (13 Março), o novo formato do Totoloto que passará a ter dois sorteios semanais, 4ª Feira e ao Sábado com prémio mínimo de €1.000.000 em cada um deles;


- Os novos boletins terão as opções de poder jogar em "Ambos" os sorteios, só "4ª Feira" ou só "Sábado".
- Cada aposta terá o valor de €0,90 com 5N (boletim completo passará a custar €9);
- O número suplementar deixará de existir, sendo substituído por o "Número da Sorte" que vai de 1 a 13 e onde é obrigatório jogar pois para ganhar o 1º prémio é necessário o apostador acertar nos 5N + Numero da sorte;
- O sistema de prémios é o seguinte:
1º prémio -> 5N + "Numero da Sorte"

2º prémio -> 5N + 0

3º prémio -> 4N + 0

4º prémio -> 3N + 0

5º prémio -> 2N + 0

6º prémio -> 0 + "Numero da Sorte"

As alterações ao Totoloto, inovaram de forma positiva, com modificações profundas, mas mantendo alguma identidade.

O formato base passa para 5/49, que dá um universo de apenas 1.906.884 combinações de cinco números, o que vai tornar mais populares as categorias de prémio secundárias (2ª, 3ª, 4ª e 5ª).

A introdução do Número da Sorte, de 1 a 13, aumenta o rol de possibilidades totais para 24.789.492 combinações 5+1, mais 77,27% (talvez esteja também aqui a justificação do aumento da aposta em 80%), do que as possibilidades totais do Totoloto na versão 6/49, o que significa que vai haver poucos totalistas durante o ano e que o valor do primeiro prémio pode subir até valores muito aliciantes.

Quanto ao prémio do número da sorte, que consiste no reembolso da quantia investida, para um volume de 800 mil boletins, espera-se uma taxa média de acerto de 56 mil matrizes, com uma oscilação entre as 43 e as 72 mil matrizes, o que também é de assinalar.

Esperamos e desejamos sinceramente que o novo formato do Totoloto seja um sucesso, que vá de encontro ao que os apostadores desejam, que na prática é um primeiro prémio mais sonante e melhores prémios secundários.

O sorteio do Totoloto vai passar a ser transmitido pela SIC a partir de dia 16, deixando de ser emitido pela RTP.
No mês em que se completam 26 anos sobre a primeira transmissão televisiva do sorteio, o Totoloto surge assim na SIC com uma nova imagem e um novo modelo de exploração: Um novo sistema de apostas 5+1, mais oportunidades de ganhar prémios, dois sorteios semanais e novos prémios.
O primeiro sorteio do novo Totoloto terá lugar já no próximo dia 16 de Março, na SIC, com apresentação de Liliana Campos. O Totoloto, agora com dois sorteios por semana, será emitido à quarta-feira e ao sábado, entre as 22 e as 23 horas.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Espírito do Natal























Luzes fluorescentes do consumismo


Entorpecem mentes decadentes e dóceis

Enquanto eles compram e se presenteiam

Acham o máximo ter um gostinho cínico

De alma caridosa e gentil


Egoísmo e consumismo

Drogas sistemáticas

(Re) Produzidas sob encomenda

Alimentando bocas fúteis e desengajadas de vida

Caem as migalhas de suas mesas

E seus lucros bastardos se escondem por debaixo das toalhas bordadas vermelhas


Enquanto o sol

Ainda escalda lá fora

Drogados mendigos e outros miseráveis perambulam

Para quando a noite chegar desabrocharem podres ante as luzes brilhantes da cidade ‘embelezada’ pelas luzes do natal...


O que haveremos de comemorar,

Se nesta época, nossa vida, não consegue ultrapassar pela radioatividade pelo bombardeio publicitário?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Empresário amoreirense de sucesso.


















A Gracal – Gráfica Caldense teve a sua origem na aquisição da Tipografia Caldense de José da Silva Dias, Lda, que começou a laborar em 1906, completando este ano 104 anos. Na Tipografia Caldense, que funcionava na Rua José Malhoa, frente à capela S. Sebastião, era impressa a Gazeta das Caldas, desde a sua fundação, em 1925, até inícios da década de 50.


Esta tipografia viria a ser adquirida também em 1955 pela família Mineiro que, depois de alguns anos de laboração, formou a sociedade por quotas, com a denominação de Gracal – Gráfica Caldense Lda, que perdura até aos nossos dias. Actualmente possui como sócios gerentes Diamantino Laura Ferreira (64 anos), Carlos Leitão (57 anos) e António Perdigão (67 anos).

Carlos Leitão, natural de Amoreira de Óbidos, é o mais jovem dos sócios, mas o mais antigo a trabalhar na empresa, onde começou em 1965, como aprendiz. Tinha então 13 anos.

Desse final da década de 60 lembra que todos os dias de manhã, às 8 horas, quando chegava à empresa, a primeira coisa que fazia era imprimir uma folha em A5 para o Salão Ibéria sobre o filme que seria projectado naquele dia. “Eram 500 impressos para distribuir, feitos na máquina a pedal”, conta.

Diamantino Laura Ferreira chegou em 1970, depois de ter cumprido serviço militar nas ex-Colónias, e António Perdigão começou a trabalhar na parte de contabilidade da empresa em 1973.

Dos primeiros tempos restam apenas algumas máquinas e fotolitos, para contar a história de um tempo em que o processo era muito diferente. “Era tudo composto à mão, com caracteres de chumbo e de madeira”, lembra Carlos Leitão, acrescentando que o desenvolvimento da tecnologia veio permitir que se criassem linhas quase com frases completas. “Antigamente para fazer um jornal havia 12 ou 15 máquinas, tudo a compor para o mesmo”, especifica.

Os sócios destacam ainda que a empresa cresceu bastante quando foi adquirida por Henrique Mineiro, um economista “muito influente” em Lisboa, que abriu portas para fornecimentos em empresas e organismos na capital. Nessa altura houve a necessidade de sair da Rua do Jardim para umas instalações maiores, na Rua Moinho de Vento, onde ainda se mantém, ocupando uma área coberta de 1600 metros quadrados.

A trabalhar na impressão há várias décadas, Carlos Leitão conta que agora, se o trabalho sai mal vai para a reciclagem, enquanto que antes, “tínhamos que tentar em provas sucessivas, fazer bem, era um trabalho minucioso”. Actualmente possuem um catálogo com as cores que querem, enquanto que antes estas tinham que ser criadas através da mistura das cores primárias.

A Gracal produz essencialmente trabalhos comerciais, para bancos, companhias de seguros e para a administração central, tendo Lisboa como o principal mercado. Ali trabalham 31 pessoas, a grande maioria das Caldas e localidades mais próximas.

Entre os projectos para o futuro está a possibilidade de fazer um museu, com as várias máquinas, gravuras antigas e outros espólio que possuem, dando assim conhecimento público de uma arte que se modificou muitos durante o decorrer do século passado.



Fátima Ferreira

fferreira@gazetacaldas.com