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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Ginja de Óbidos Oppidum foi distinguida internacionalmente.


Dário Pimpão, o licorista produtor da prestigiada ginja de Óbidos Oppidum, levou o seu licor ao prestigiado International Wine and Spirit Competition, que teve lugar em Inglaterra no passado mês de julho. 
Todos os anos participam produtores de mais de 80 países, levando o que de melhor se faz a nível mundial na área dos vinhos e bebidas espirituosas à avaliação de um exigente júri constituído por reputados especialistas na matéria que, com provas cegas, atribuem às melhores produções as cobiçadas distinções.
Dário Pimpão viu o seu trabalho de décadas recompensado com a atribuição do galardão da medalha de bronze, sendo a primeira vez que levou a sua ginja a concurso. Visivelmente satisfeito, o licorista, que não abdica de produzir uma ginja de qualidade, recusando-se a industrializar a produção e a abdicar da excelência a que habituou os seus clientes, encarou a hipótese de com a medalha de bronze obtida num concurso de grande prestígio e exigência vir num futuro próximo a participar em eventos semelhantes, desde que reconhecidos internacionalmente.

 Um quarto de século a produzir ginja de Óbidos

 Sediado no Sobral da Lagoa, freguesia do concelho de Óbidos, conhecido como um dos maiores centros de produção da ginja fruto, como resultado das suas excecionais condições climatéricas e experiência dos seus agricultores na cultura das ginjeiras, é nesse ambiente rural marcado pela produção do fruto que Dário Pimpão, natural da terra, abraçou desde 1987 o desafio de produzir uma ginja que se distingue pelo equilíbrio dos aromas frutados, textura na prova e equilíbrio no teor alcoólico.
O prémio agora recebido em Inglaterra no International Wine and Spirit Competition é um grande incentivo para o futuro e o reconhecimento de todo o trabalho e dedicação colocados na produção da melhor ginja de Óbidos.
Preocupado com o futuro, a trabalhar numa área tão sensível e exigente como é a segurança alimentar, iniciou há cerca de 18 meses o processo de certificação da sua empresa enquanto produtos da ginja de Óbidos e licor de ginja com chocolate, do qual tem a patente, tendo concluído o exigente processo recentemente e visto aprovada a certificação do Sistema de Gestão de Qualidade ISO 9001.


sábado, 1 de maio de 2010

A ginja de Óbidos.



Nesta época do ano, o Sobral da Lagoa veste-se de branco. Nas encostas da mais pequena freguesia do concelho de Óbidos, com largas vistas para o castelo e Lagoa, terrenos virados a poente descem em suaves declives, numa paleta de brancos impossíveis de reproduzir, a marcar a época da floração das ginjeiras.

É destes terrenos férteis, numa aldeia fortemente ligada à produção agrícola, que saem as ginjas, fruto que eternizou a apreciada ginja de Óbidos.

Árvore de crescimento espontâneo, as ginjeiras dividem propriedades, servem de protecção das searas ao vento e fixam socalcos entre vizinhos. Há muito, fonte de rendimento extra para os pequenos produtores agrícolas, só na última década, se iniciaram as primeiras experiências para “domesticar” uma árvore/arbusto, com a plantação dos primeiros pomares.

Beneficiando de um micro clima com características muito próprias – ventos predominantes do norte, névoas empurradas pelo Atlântico que sobem as encostas vindas da Lagoa e excelente exposição solar –, dá origem ao fruto que, depois de preparado e tratado, chega aos apreciadores no seu estágio primário, 100% natural.

A abundância do fruto terá inspirado os vários conventos da região, por altura do século XVII, a produzir o licor, tendo a receita passado os muros do silêncio com o advento do liberalismo, para ser produzido de forma caseira com uma disputa salutar entre famílias na apresentação da melhor ginja.

Presentemente temos duas empresas em grande expansão no concelho: A Frutóbidos, de Marina Brás, na Amoreira e a OPPIDUM de Dário Pimpão, no Sobral da Lagoa.

Licor de Ginja de Óbidos “Vila das Rainhas” - Sabor com muito Saber

Provar um dos deliciosos Licores de Ginja de Óbidos da Frutóbidos, carinhosamente chamados de “Ginjinha” por muitos dos seus apreciadores, constitui um prazer e o perpetuar de uma tradição cujas raízes se perdem na História.

Ao longo dos tempos, o Licor de Ginja de Óbidos tem sido motivo de convívio, alegria e inspiração para muitos apreciadores, que encontraram na Ginjinha, e no seu paladar e aroma inconfundíveis, uma companhia perfeita para momentos de diversão rodeados de amigos ou momentos de relaxe no aconchego do lar.

Em Óbidos, por exemplo, é quase obrigatório beber uma ginjinha com os amigos quando se frequenta um dos muitos bares da histórica vila, fornecidos pela Frutóbidos.

Como empresa pioneira na produção deste Licor, a Frutóbidos orgulha-se de o convidar a conhecer um pouco mais sobre a ginja, cuja história está cheia de curiosidades e peripécias e sobre o processo de produção do Licor. E, claro, conhecer os produtos comercializados pela Frutóbidos, o tradicional Licor de Ginja de Óbidos “Vila das Rainhas”, em honra às muitas rainhas que passaram pela Vila de Óbidos durante a sua história, e o novo Licor de Ginja e Chocolate “Musa”, que promete momentos de pura inspiração.
Divirta-se e aprecie. Com ou sem elas.


Receita da Ginja de Óbidos “OPPIDUM”

Colocam-se dentro de um castelo rodeado de muralhas, os seguintes ingredientes: 11 igrejas; um número significativo de casas caiadas de branco com as barras de várias cores; umas quantas chaminés mouriscas; 2 dúzias de ruas empedradas; 1/2 dúzia de largos e um pelourinho. Mexendo-se continuamente, vai-se polvilhando com flores. Após criar uma certa consistência, adiciona-se um conjunto de tradições q.b. e uns quantos actos históricos a gosto. Agita-se finalmente muito bem e deixa-se repousar durante 8 séculos.

Natural do Sobral da Lagoa, Dário Pimpão nasceu no seio de uma família ligada às lides da terra e num ambiente em que as ginjeiras e o seu fruto, as ginjas desde sempre fizeram parte do seu quotidiano.
Autodidacta na arte de produzir ginja, as primeiras influências chegaram através do avô, figura reconhecida na terra que negociava a ginja (fruto) a qual era vendida a licoristas.

Dário Pimpão, assume-se acima de tudo como mestre licorista, com grande paixão pelo seu trabalho o qual exige inspiração constante para manter os níveis de qualidade a que habituou os seus clientes. O licor da Ginja com Chocolate foi a sua última criação.

sábado, 7 de março de 2009

No maior pomar de ginja do Oeste, as abelhas são aliadas


Vasco Gomes e a família nada sabiam sobre agricultura quando no final da década de 90 decidiram investir num pomar de ginja para suportar o negócio do licor MSR de Alcobaça. Para proteger a integridade da bebida, produzida há 80 anos segundo a fórmula original, era necessário garantir o fruto, da variedade típica do Oeste, a folha no pé.

Quando encontrou o terreno certo em Sobral da Lagoa, numa aldeia perto de Óbidos, Vasco Gomes passou a enfrentar outro problema: a falta de apoio técnico. Depois de bater à porta das universidades portuguesas, sem sucesso, recebeu a primeira resenha bibliográfica de um investigador norte-americano. Foi só quando a estação fruteira Vieira Natividade, de Alcobaça, aceitou um protocolo, que o projecto acelerou.

Hoje, aos 40 anos, Vasco Gomes dirige o maior pomar de ginja no Oeste – quatro hectares certificados em produção integrada. Obedecendo a tratamentos limitados, rega gota a gota, sem químicos de síntese, sem lavrar o solo entre as árvores. As abelhas são usadas na época da floração para aumentar a quantidade de frutos. Pessoal e maquinaria são angariados em regime de outsourcing.

“É um investimento de risco, um misto de hobby e ruína pessoal”, afirma o promotor, em tom de brincadeira. Recompensando o esforço, a ginja MSR de Alcobaça, detida pela empresa David Pinto & Companhia, da família Gomes, está nas prateleiras do El Corte Inglês desde 2007. Só a parte agrícola do projecto já absorveu quase 250 mil euros.

A colheita de 2008 vai incorporar 95 por cento de fruto próprio. E os objectivos começam a ser atingidos. “O primeiro era salvaguardar da extinção esta variedade de ginja”, refere Vasco Gomes. Depois, a necessidade de qualidade, num produto pensado para nichos, gama alta e, a prazo, para o mercado externo. Por fim, “com as exigências de rastreabilidade e segurança alimentar há necessidade de conhecimento do processo produtivo de forma a controlá-lo”, acrescenta o empresário. Dez anos depois, a paixão e o desafio pessoal mantêm-se, agora com um precioso know-how acumulado.

Região de Leiria