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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Empresário amoreirense de sucesso.
A Gracal – Gráfica Caldense teve a sua origem na aquisição da Tipografia Caldense de José da Silva Dias, Lda, que começou a laborar em 1906, completando este ano 104 anos. Na Tipografia Caldense, que funcionava na Rua José Malhoa, frente à capela S. Sebastião, era impressa a Gazeta das Caldas, desde a sua fundação, em 1925, até inícios da década de 50.
Esta tipografia viria a ser adquirida também em 1955 pela família Mineiro que, depois de alguns anos de laboração, formou a sociedade por quotas, com a denominação de Gracal – Gráfica Caldense Lda, que perdura até aos nossos dias. Actualmente possui como sócios gerentes Diamantino Laura Ferreira (64 anos), Carlos Leitão (57 anos) e António Perdigão (67 anos).
Carlos Leitão, natural de Amoreira de Óbidos, é o mais jovem dos sócios, mas o mais antigo a trabalhar na empresa, onde começou em 1965, como aprendiz. Tinha então 13 anos.
Desse final da década de 60 lembra que todos os dias de manhã, às 8 horas, quando chegava à empresa, a primeira coisa que fazia era imprimir uma folha em A5 para o Salão Ibéria sobre o filme que seria projectado naquele dia. “Eram 500 impressos para distribuir, feitos na máquina a pedal”, conta.
Diamantino Laura Ferreira chegou em 1970, depois de ter cumprido serviço militar nas ex-Colónias, e António Perdigão começou a trabalhar na parte de contabilidade da empresa em 1973.
Dos primeiros tempos restam apenas algumas máquinas e fotolitos, para contar a história de um tempo em que o processo era muito diferente. “Era tudo composto à mão, com caracteres de chumbo e de madeira”, lembra Carlos Leitão, acrescentando que o desenvolvimento da tecnologia veio permitir que se criassem linhas quase com frases completas. “Antigamente para fazer um jornal havia 12 ou 15 máquinas, tudo a compor para o mesmo”, especifica.
Os sócios destacam ainda que a empresa cresceu bastante quando foi adquirida por Henrique Mineiro, um economista “muito influente” em Lisboa, que abriu portas para fornecimentos em empresas e organismos na capital. Nessa altura houve a necessidade de sair da Rua do Jardim para umas instalações maiores, na Rua Moinho de Vento, onde ainda se mantém, ocupando uma área coberta de 1600 metros quadrados.
A trabalhar na impressão há várias décadas, Carlos Leitão conta que agora, se o trabalho sai mal vai para a reciclagem, enquanto que antes, “tínhamos que tentar em provas sucessivas, fazer bem, era um trabalho minucioso”. Actualmente possuem um catálogo com as cores que querem, enquanto que antes estas tinham que ser criadas através da mistura das cores primárias.
A Gracal produz essencialmente trabalhos comerciais, para bancos, companhias de seguros e para a administração central, tendo Lisboa como o principal mercado. Ali trabalham 31 pessoas, a grande maioria das Caldas e localidades mais próximas.
Entre os projectos para o futuro está a possibilidade de fazer um museu, com as várias máquinas, gravuras antigas e outros espólio que possuem, dando assim conhecimento público de uma arte que se modificou muitos durante o decorrer do século passado.
Fátima Ferreira
fferreira@gazetacaldas.com
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Amoreirense lança livro sobre Economia
José Albano Santos, ex-presidente da Assembleia Municipal de Óbidos, lançou o livro “Economia Pública”, que apresenta o conteúdo essencial das aulas ministradas aos alunos da cadeira com o mesmo nome que lecciona no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, editor da obra, com mil exemplares.
O objectivo da publicação é, como refere, “proporcionar a estudantes universitários as ferramentas de análise que lhes permitam estabelecer um juízo criterioso sobre a intervenção do Estado na Economia e lhes possibilitem uma avaliação fundamentada das políticas públicas”.
Na obra é possível encontrar as opiniões expressas para o efeito pelos ex-ministros das Finanças Miguel Cadilhe e Medina Carreira. O primeiro, do qual foi assessor, comenta que “o livro está muito bem escrito. Tem a elegância de quem escolhe as palavras e o modo de as dizer, e cultiva o bom português, claro e acessível. E contém o saber de quem estuda e ensina, há muito, estas coisas das funções do Estado e das chamadas políticas públicas, e é capaz de o transmitir com a rara artes de compaginar rigor, utilidade e pedagogia”.
Já para Medida Carreira, a obra “preenche uma boa parte do vazio que rodeia a teoria da ‘Economia Pública’ no nosso País. Fá-lo, como sempre, através de uma exposição bem estruturada, de uma linguagem atraente, de uma conceptualização rigorosa e de uma clareza inequívoca. O autor contribui, assim e poderosamente, para uma reflexão urgente que se impõe sobre um dos pilares fundamentais, mas muito debilitado, da nossa vida presente, o da ‘Economia Pública’”.
Albano Santos é economista pelo antigo Instituto Superior de Economia. A sua actividade profissional tem-se desenvolvido em duas vertentes complementares: como quadro do Ministério das Finanças e como docente universitário. Nesta última qualidade, foi responsável por cadeiras de Finanças Públicas em vários institutos.
Natural da Amoreira, Óbidos, destacou-se muito jovem ainda como aluno na antiga Escola Comercial e Industrial das Caldas da Rainha, prosseguindo estudos académicos em Lisboa.
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